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Pesquisa patrocinada pelo MTur mostra que vulnerabilidade de crianças e adolescentes é maior entre os que abandonaram a escola


O Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (CET/UnB) apresenta nesta quinta-feira (27), em São Paulo (SP), durante o 5º Salão do Turismo – Roteiros do Brasil, resultados preliminares de um estudo inédito no mundo. Por meio da análise de indicadores socioeconômicos e dados do último Censo do IBGE, a amostra reúne números da exploração sexual de crianças e adolescentes em 2.600 municípios brasileiros.

O estudo integra o projeto de Prevenção à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, uma das ações do Programa Turismo Sustentável e Infância (TSI), do Ministério do Turismo. Segundo a coordenadora-geral do TSI, Elisabeth Bahia, “o objetivo é usar os dados como base para definir as próximas políticas públicas de enfrentamento e prevenção da exploração sexual contra crianças e adolescentes no turismo”. 

Os indicadores utilizados para explicar as causas da exploração foram: nível de escolaridade, pobreza, saneamento básico, nível de renda, emprego, violência, investimentos públicos, dentre outros. “Pela primeira vez conseguimos traduzir em números o problema no país”, afirmou o diretor do CET, Neio Campos.

O estudo revela que a evasão escolar, dada pelo percentual de crianças entre 10 e 14 anos de idade que não freqüentam a escola – foi a variável que mais impactou a exploração sexual. Um aumento de 1% na evasão escolar provoca uma elevação média de 0,04% na exploração sexual de crianças e adolescentes. Segundo Campos, em municípios com mais de 100 mil habitantes, o efeito do crescimento de 1% na evasão escolar é ainda mais nocivo, porque eleva a exploração a 0,053%.

A pesquisa também mostra que transferências governamentais, como os programas de auxílio de renda, também contribuem para reduzir a exploração, porque melhoram a situação econômica das famílias. “Cada 1% por cento de aumento nas transferências governamentais  causam uma queda de 0,006% na exploração sexual”, destaca Neio Campos.

Para a professora Maria de Lourdes Rollemberg Mollo, coordenadora do Núcleo de Economia do Turismo da UnB, o estudo mostra que o país está no rumo correto: “os resultados ainda não são aqueles que nós queremos, mas esse trabalho mostra que os programas sociais já implantados estão indo na direção certa”.

 

 


Fonte: CET/UnB 26/05/2010


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