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Milly Lacombe, Wagner Vilaron, Mauro Cezar Pereira e o bicampeão mundial Pepe, debatem a única paixão verdadeira que cabe em dois tempos de 45 minutos: o futebol

O futebol é uma questão essencialmente filosófica para o brasileiro. O que vale mais, um drible ou um gol? O técnico Dunga frustrou a torcida por não levar Ganso e Neymar para a seleção? Muitas são as controvérsias, mas uma máxima sobressai: todos torcemos contra a seleção Argentina, esteja ela jogando contra o Brasil ou não.

Os assuntos seriam simples e as respostas corriqueiras não fosse a experiência dos interlocutores neste debate: os jornalistas e comentaristas Milly Lacombe, Wagner Vilaron e Mauro Cezar Pereira, juntos do bicampeão mundial de futebol José Macia, o fabuloso “Pepe”. Eles participaram do “Papo aberto sobre Copa do Mundo e futebol” na noite desta quinta-feira (28), no Núcleo do Conhecimento do 5º Salão do Turismo, em São Paulo (SP).

O assunto é ainda mais oportuno se considerarmos os 14 dias que nos separam do primeiro apito para a Copa do Mundo da África do Sul. Para Mauro Pereira, 2010 vai ser semelhante aos jogos de 94, “mas dessa vez nós não temos um Romário”. Dificuldades à parte, otimismo é lei para a torcida canarinho. Segundo Vilaron, “o nível dos adversários será muito alto, o que cria um caminho muito mais árduo. Mas se montar um time competitivo, o Brasil tem condições de chegar lá”, acredita. Leva a taça quem tiver um bom ataque, e não só um bom palpite: “eu defendo o futebol-arte, e acredito que a estratégia é sempre ir pra cima!”, diz Milly.

Um bom entendedor vê o futebol para além das questões meramente esportivas. Futebol é negócio, lazer, qualidade de vida e... emoção. Ou a emoção acabou no futebol? “De jeito nenhum. Acontece que ultimamente os espetáculos não têm agradado”, dispara Pepe. A torcida sempre aposta na capacidade que os jogadores brasileiros têm de inventar um futebol criativo, alegre e surpreendente. “Eu confio muito na malícia do futebol brasileiro. Se a gente colocar o que a gente tem de melhor em campo, seremos os melhores do mundo”, defende o grande artilheiro santista.

Embora o futebol seja um esporte mundialmente adorado, o Brasil tem um “quê” de amor com os gramados. Para Pereira “treinar o Brasil é diferente de treinar qualquer outra seleção”. Visão romântica? “Não. Apenas acho que uma pitada de arte e imprevisibilidade são fundamentais”.

Tem torcedor que nasceu com cadeira cativa num estádio e encara a perda de um pênalti como um problema pessoal. Porque “se o futebol não emocionar, não é futebol”, define Milly. Em uma Copa do Mundo, porém, uma dose de razão também é necessária. Para a comentarista, “nenhum país com baixos índices de desenvolvimento humano ou altos índices de corrupção deveria sediar uma copa do mundo. Espero que a África me faça mudar de idéia”.

Uma copa sensibiliza e arrasta multidões. Todos querem ser surpreendidos, a cada quadriênio, por shows de tecnologia e uma infraestrutura esportiva sem precedentes. Mas o continente africano, segundo Vilaron, vai fazer uma Copa do tamanho da sua capacidade, e isso pode não ser muito bem aceito mundialmente. “Precisamos ter o discernimento para respeitar a realidade do organizador. É ‘sacanagem’ esperar que a África faça um evento como o Japão e a Alemanha, fizeram”, compara. Por outro lado, a África e o Brasil “precisam do desenvolvimento induzido pela Copa muito mais do que qualquer outro realizador. A gente vai se abrir para o mundo, portanto cabe a nós darmos visibilidade as nossas virtudes”, avaliou.

Copa online

No portal O Turismo e a Copa do Mundo Brasil 2014, você acompanha mais debates sobre Copa, casos sobre amor e futebol, e ainda pode conferir a interlocução do esporte com o turismo. Acesse: www.copa2014.turismo.gov.br.


Fonte: Ministério do Turismo;  28/05/2010


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