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Ministro do Turismo debate desafios para a competitividade do setor

 

Em aula magna no CET/UnB, o ministro Vinicius Lages e o reitor da UnB, Ivan Camargo, exaltam a atividade turística como instrumento de desenvolvimento

 

Brasília, 14/08/2014 - O Centro de Excelência em Turismo da UnB (CET/UnB) abriu as atividades do segundo semestre do ano com uma aula magna proferida pelo Ministro do Turismo, Vinicius Lages. O evento contou com a presença do reitor da Universidade de Brasília, Ivan Camargo, do diretor do CET/UnB, professor Neio Campos, e de decanos, professores e alunos.

 

Para o diretor do CET, este foi um momento importante que os alunos tiveram para iniciar seus conhecimentos a respeito do cenário das políticas públicas para o setor do turismo. Já para o reitor da UnB, é um privilégio para a Universidade estar tão perto do Governo Federal e receber autoridades ministeriais no campus para inclusive estabelecer parcerias e trocas de conhecimento. “Ganha não só a Universidade, mas também professores e alunos”, ressaltou o reitor.

 

O ministro Vinicius Lages, que já foi professor voluntário no curso de Turismo da UnB, ressaltou inicialmente a capacidade dos professores do CET em ajudar a desenvolver projetos, especialmente na questão da qualificação de profissionais para o setor. Ele apontou a importância da qualificação,devido principalmente à crescente demanda de serviços pelo acentuado aumento de turistas. De acordo com Lages, são inúmeros os desafios que o setor tem de enfrentar para ser competitivo, e a academia, no caso, o CET/UnB, é importante nesse processo por sua dedicação ao conhecimento dos temas que norteiam a área. “Somos parceiros dessa trajetória de conhecimento, para o Ministério é importante ter a Universidade como parceira com a qualidade que ela tem para nos ajudar a transformar objetivamente a atual realidade do turismo no Brasil, principalmente na formulação de políticas públicas do turismo”, ressaltou.

 

O Ministro do Turismo afirmou que a pasta vem fazendo debates e promovendo grupos de discussão para formular um projeto que favoreça ainda mais as oportunidades de desenvolvimento que o setor está a exigir. Segundo ele, os resultados pós-Copa do Mundo revelam avanços em infraestrutura e a enorme aceitação dos turistas, segundo pesquisas do próprio Ministério. Segundo revelaram as pesquisas, 98% dos turistas estrangeiros aprovaram a hospitalidade e  95% deles pretendem voltar ao país, o que demonstra, de acordo com o ministro, que o país está capacitado para receber grandes eventos. Entre as ações que colaboraram para esse quadro, Lages destacou o Pronatec Turismo, que qualificou mais de 166 mil profissionais, a instalação de diversos Centros de Atendimento aos Turistas, a nova infraestrutura dos aeroportos e principalmente o bom acolhimento do povo brasileiro. “Tanto os turistas estrangeiros quanto os brasileiros encontraram grandes facilidades, boa hospitalidade e aeroportos preparados para as demandas, o Brasil demonstrou boa capacidade para receber e com isso uma grande projeção de sua imagem no exterior”, destacou Lages.

 

Porém, Lages acredita que ainda é preciso muito mais e “os desafios são muitos e iguais aos dos demais setores, porém mais complexos”. Por isso, ele acredita que o investimento na qualificação fará a diferenciação que vai gerar a competitividade. De acordo com ele, o Brasil possui uma vantagem comparativa, “mas matéria-prima não necessariamente é um produto turístico, para tanto tem que ser formatada como proposta de valor. Então, temos que pensar como transformar vantagens comparativas em vantagens competitivas”. Por isso, o Ministério tem procurado, segundo Lages, um trabalho conjunto entre o governo federal e o setor para mais empreendimentos e mudanças principalmente na legislação atual, o que para ele é um dos grandes desafios, principalmente com o apoio do Congresso Nacional.

 

Uma das possibilidades para melhorar o turismo no Brasil é , segundo o ministro, traçar estratégias para vencer os entraves que impossibilitam uma competitividade maior do setor. Uma delas é tentar dobrar a receita turística, com a implementação de zonas francas, o que, de acordo com ele, evitaria os brasileiros viajarem ao exterior para fazer compras. Outra possibilidade é fazer uma agenda de redefinição de linhas de crédito para acelerar investimentos de grandes viagens e criar inteligência para orientar os recursos aplicados, como, por exemplo, um mapa de sazonalidade turístico.

 

Mas também criar uma agenda de educação e qualificação profissional é para o ministro um fator essencial, pois “não podemos ficar presos a modelos que não servem mais”, destacou Lages. Para tanto, ele defende que a área do Turismo seja colocada no Programa Ciência Sem Fronteiras do Governo Federal, pois a economia do turismo precisa desenvolver profissionais capacitados.

 

Para essa agenda de educação e qualificação profissional, o ministro Lages afirmou desejar parceria com o Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília, com o objetivo de que o setor possa produzir serviços à altura das expectativas dos sonhos que os viajantes demandam da economia do turismo. (Inês Ulhôa, Imprensa CET/UnB)

 

Acompanhe a galeria de fotos do evento:

   

 Fotos: Ana Ferreira-CET/UnB

 

 

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