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Gastronomia do Amapá é atração do VI Ciclo de Palestras Qualidade em Alimentos do CET/UnB. Encontro visa reforçar a imagem do estado como destino turístico


“O potencial turístico do Amapá pode ser reforçado pelo sabor da culinária amapaense. Queremos atrair turistas também pelo estômago”. A declaração é de Alberto Pereira Góes, secretário Especial de Governadoria, Coordenação Política e Institucional do Estado Amapá, durante a segunda palestra do VI Ciclo de Palestras Qualidade em Alimentos, do Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (CET/UnB).

O evento, realizado no último dia 16 de maio, contou com a presença do governador do estado do Amapá, Antônio Waldez Góes da Silva e do reitor da UnB, professor Timothy Mulholland. Em sua exposição, Alberto Góes destacou a necessidade do fortalecimento da identidade do estado e apontou a gastronomia como um dos símbolos significativos. “A culinária, a música, o artesanato local e a preservação ambiental são símbolos que nos ajudam a criar um sentimento de amapalidade”, enfatizou. Segundo ele, o estado do Amapá tem 95% de sua cobertura vegetal preservada e 79% de área protegida pela legislação federal e estadual.

Na palestra “Turismo e Cultura: Gastronomia Regional do Amapá”, Alberto Góes, que também preside o Conselho Deliberativo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Amapá (Sebrae/AP), falou sobre a história do estado, seus atrativos turísticos - como a capital Macapá, cortada pela Linha do Equador e localizada às margens do Rio Amazonas – e as influências culturais que contribuíram para a formação e transformação da cozinha local, como os povos Cunami (norte do estado) e Maracá (sul).

DIVERSIDADE

A gastronomia amapaense é influenciada pelos povos indígenas e se utiliza de elementos próprios da região como suas 200 espécies de peixes de águas doce e salgada, a carne de búfalo, suas nove variedades de camarão de água doce, além de frutas exóticas - como o açaí e o tucumã. “A diversidade das iguarias dá sabor próprio aos pratos típicos da região”, lembra Góes.

O instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac/AP) e chef de cozinha, Antônio dos Santos Moia falou sobre os ingredientes e as técnicas de preparo de pratos típicos da cozinha amapaense, conhecida como “culinária do meio do mundo” pelo fato do estado ser cortado pela Linha do Equador.

De acordo com Moia, a gastronomia do estado se diferencia por ser exótica e por suas frutas e ervas com nomes e gostos extravagantes. “A cozinha do Amapá é voltada para o que a natureza oferece. O diferencial está em suas frutas, temperos, peixes e folhas”, analisa.

O chef de cozinha, que trabalha há 15 anos com a culinária amapaense, deu dicas para o preparo de pratos e apresentou receitas da região, como o pato no tucupi, a maniçoba (feijoada da Amazônia), o pacu na folha de bananeira e o tucunaré com farofa de pimentão.

No encerramento do ciclo foi servida ao público uma pequena amostra da diversidade de pratos e iguarias amapaenses. No cardápio, canapés, biscoitos de castanha e cupuaçu, bolinhos de piracuí e pirarucu e sorvetes de açaí e tucumã, frutas típicas do Amapá

 
 

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